"Há tantos anos me perdi de vista que hesito em procurar me encontrar. Estou com medo de começar. Existir me dá às vezes tal taquicardia. Eu tenho tanto medo de ser eu."
Clarice (Um Sopro de Vida)
domingo, 13 de março de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Tagged
Regrinhas:
1- Você coloca a foto de tagged no post.
2- Falar 10 ou mais coisas sobre você (qualquer coisa), 5 ou mais manias (esquisitices) suas, 5 ou mais coisas que te irritam, 5 ou mais coisas que você adora, 5 coisas que ninguém sabe sobre você; seu maior sonho; seu maior medo; as coisas mais importantes na vida para você. OBVIAMENTE, você não precisa escrever tudo; pode omitir algumas perguntas ou não responder.
3- Você ‘taggeia’ mais 5 pessoas para participarem da brincadeira!
Ahn... Vou quebrar as regras 1 e 3. Achei a imagem meio esquisitinha e tal, aí nem vou colocar. E a de indicar cinco blogs é porque eu realmente não tenho quem indicar. :/
Post dedicado à Malu, dos blogs Words, books, worlds e do Animais e Nada Mais. Amo você, baby. Obrigada por ter lembrado de mim. *.*
Coisas sobre mim:
1. Tenho 21 anos e não quero fazer 22 (a não ser pelos presentes. essa parte é legal.);
2. Meu aniversário é em março e sou de Peixes. Talvez esse seja o motivo pelo qual sou excessivamente sensível. Chega a ser irritante. (Também sou ótima em fazer propaganda negativa de mim mesma)(E sim, acredito em astrologia);
3. Faço arquitetura e urbanismo na UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - e acho que finalmente estou me encontrando no curso (sim, depois de oito semestres, ou seja, quatro anos). Pretendo fazer engenharia civil depois de arquitetura e literatura depois de engenharia civil;
4. Amo meus pais mais que tudo nessa vida e não consigo fazer nada que eu pense que talvez decepcione eles;
5. Quero aprender a falar, pelo menos, mais dois idiomas - francês e italiano;
6. Quero ler pelo menos 500 livros até o final da minha vida - o que é meio difícil de se prever, uma vez que as fatalidades existem para acabar com os sonhos e as metas das pessoas. (Pode soar pessimista, mas é realismo puro e simples);
7. Amo aprender coisas novas. Amo estudar, fazer pesquisas, ler, etc e tal. (Sim, a maioria das pessoas também me acha esquisita);
8. Meus amigos são meu porto seguro. Sozinha eu não sou ninguém;
9. Chuva me deixa de bom humor;
10. Não vivo sem chocolate.
Manias:
1. Ver, ler, assistir, ouvir algo e pesquisar coisas sobre a o livro, o autor, o filme, a atriz ou o ator principal, a trilha sonora, a música, o cantor, a banda e as curiosidades intrínsecas a todos os itens citados e também aos itens omitidos;
2. Tentar convencer o mundo inteiro de que a(o) música/filme/livro na(o) qual estou viciada é a coisa mais incrível do universo e que as pessoas vão amá-la(o);
3. Achar que estou incomodando as pessoas;
4. Deixar as coisas para depois e me arrepender. Eu geralmente sou muito boa em procrastinar e depois me xingar por ter feito isto;
5. Abrir o livro que estou lendo apenas a 90 graus, de modo que eu não estrague a lombada dele;
6. Colocar gelo no Toddy e comprar um batom todo dia de manhã (da Garoto, não de maquiagem).
Coisas que me irritam:
1. Pessoas que cutucam enquanto falam;
2. Pessoas multipolares (Talvez resida aí a explicação para o fato de eu não me suportar a maior parte do tempo);
3. Pessoas dissimuladas, manipuladoras, falsas moralistas, que se acham donas da verdade e superiores às outras.
4. Finais que não são efetivamente finais (Algumas coisas conseguem fugir dessa regra);
5. Ônibus lotado e pessoas ouvindo música alta (principalmente quando é música ruim) dentro dele, sem fones de ouvido;
6. Minha incapacidade perante meus medos e minha falta de vontade de lutar contra eles;
7. Calor em excesso;
8. Falta de tempo e de dinheiro;
9. Falta de educação.
10. Falta de comprometimento. Não diga que se responsabiliza pelas coisas se você vai tirar o corpo fora, se você não é capaz e sabe disso. Não combine nada comigo, caso não vá cumprir.
Coisas que adoro:
1. Livros (e cheiro de livros);
2. Música;
3. Filmes;
4. Intenet;
5. Chocolate;
6. Coisas fofas em geral;
7. Sonhar acordada;
8. Londres;
9. Tédio;
10. Ventinho gelado em dias quentes;
11. Chantily;
12. Cappuccino;
13. Acho melhor parar por aqui porque a lista é grande.
Coisas que ninguém sabe sobre mim:
1. Crio expressões que eu uso com frequência e acabam se tornando meus “bordões”. Tem uns que duram um tempão, outros são bem efêmeros.
2. Tenho preguiça de levar a cabo a maioria das minhas ideias. Esse blog é realmente um milagre tomando forma.
3. Tenho um sapo de pelúcia (Sim, o Amigo Sapo da Pizza Hut) que eu coloco no meu rosto toda noite para conseguir dormir.
4. Sinto-me culpada se vou dormir sem rezar.
5. Eu constantemente me lembro de que o planeta Terra pertence a um sistema que gira em torno de um sol e pertence a uma galáxia que fica no meio de tantas outras galáxias e que essas outras galáxias estão a tantos anos luz de distância que eu até perco a noção de quanto tempo levaria para chegar até elas. Enfim, constantemente eu lembro que esse planeta é minúsculo diante da imensidão de um universo inteiro e que, consequentemente, eu sou só uma poeirinha em relação a ele. Esse pensamento é, de certa forma, bem bom para se ter noção do quanto as coisas são pequenas e efêmeras.
6. Crio obsessões e vícios para fugir dos problemas. A maioria delas dura bastante e, no fim, eu acabo virando uma enciclopédia ambulante sobre as coisas pelas quais sou obcecada. Eu realmente amo pesquisar sobre as coisas que eu gosto e aí eu perco a noção sobre o quanto eu encho o saco das pessoas despejando tudo o que sei sobre o cantor/autor/atriz. É bizarro.
7. Tenho um cofrinho no qual guardo minhas moedas de 50 centavos e de um real. Sou um tanto quanto avarenta.
8. Gosto mais de sapatos do que de roupas.
9. Acho rosa a cor mais bonita que existe. (ok, a maioria das pessoas sabe disso)
10. Como sanduíche de garfo e faca.
Meu maior sonho:
1. Ser bem sucedida o suficiente para ter uma casa ou apartamento de onde eu possa ver o mar e ouvir o som dele;
2. Encontrar alguém que me ame e que eu saiba amar também. Casar com essa pessoa e ter filhos lindos - a Biancca e o Bernardo. (Sim.)
3. Ter dinheiro para poder criar meus filhos com tranquilidade e poder mimá-los um pouquinho;
4. Ter uma biblioteca em minha casa;
5. Viajar pelo mundo e viver em Londres por um tempo
Meu maior medo:
São muitos. Em resumo:
Perder meus avós e meus pais (ou simplesmente decepcioná-los, não atender às expectativas deles). Perder minhas amigas.. A ideia de a vida nos afastar é muito atordoante. Não encontrar alguém que me faça feliz e que eu faça feliz. Não ter filhos. Perder o tal alguém, depois de o encontrar. Ter alguma doença difícil de ser curada ou que aconteça o mesmo com as pessoas que eu amo. Fazer as coisas que me pedem de modo equivocado. Ser impedida de ajudar meus amigos quando eles precisarem de mim. Começar a entender as coisas, ou pelo menos achar que entendo (As coisas perderiam a graça se eu as entendesse. Eu gosto de saber sobre elas sem ter a certeza de que o que eu sei é certo ou não. Assim eu sei que sempre vou ter algo a aprender.)
Cinco blogs que eu indico para a brincadeira:
Não conheço ninguém que tenha blog e eu seja íntima o suficiente para taggear, já que a Lari (Lemonade e LariLondon) já foi taggeada. Então, infelizmente, eu vou ter que parar a brincadeira por aqui. Desculpa :/
domingo, 9 de janeiro de 2011
Summer Soul Festival Florianópolis (a Amy Winehouse é, sim, uma fofa.)
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Conheci a Amy Winehouse por volta dos meus 13, 14 anos de idade, pouco depois de o disco Frank ter sido lançado. A criança de 14 anos que eu era, super empolgada com o novo computador e com a idéia de baixar músicas, foi fazendo downloads de vários cantores escrevendo palavras aleatórios e escolhendo as músicas pelos títulos.
Confesso que não lembro exatamente qual foi a música da Amy que eu baixei, talvez tenha sido “You Sent Me Flying” ou “I Heard Love is Blind” ou “Stronger Than Me”, visto que como eu disse, eu tinha 14 anos, estava com os hormônios à flor da pele e colecionava uma boa quantidade de sentimentos confusos com relação aos homens (sim. já.). Só sei que as letras me encantaram e as melodias me deixavam admirada porque eram diferentes de tudo o que eu já tinha ouvido. Acho que era uma das primeiras vezes que eu ouvia músicas boas de verdade. E foi aí que começou minha paixão pela Amy.
Comecei a passar as músicas dela para várias pessoas de 14 anos de idade porque eu realmente acreditava que eu poderia fazer com que elas também admirassem música de qualidade. Eu lembro que ficava chocada toda vez que alguém me dizia que as letras eram legais e/ou as melodias eram boas, mas, pasmem, a voz dela era ‘enjoada’ ou ‘chata’. Acho que só duas começaram a gostar de Amy também, uma das quais foi comigo ao Summer Soul Festival ontem.
É bom que eu não tenha tido o típico comportamento “Maria-vai-com-as-outras” dos adolesentes e tenha continuado a ouvir Amy Winehouse porque foi com imenso prazer que falei ‘Sou fã dela há tempos’ quando a vi estourar com o álbum Back to Black.
E em meio às inúmeras repetições das músicas dela no meu music player, e em meio às inúmeras vezes que a minha mãe ou qualquer outra pessoa dizia não entender ‘porque eu gosto tanto dessa mulher’, e em meio a todos os momentos tensos em que a Amy teve problemas amorosos, problemas com álcool e drogas, problemas com a justiça e tudo o mais, eu sempre dizia: eu ainda vou a um show dela.
E eis que, aos meus 21 anos, depois de ter chorado inúmeras vezes ao som de Back To Black, Just Friends e Will You Still Love Me Tomorrow? entre outras, algo inédito acontece: Amy Winehouse vai fazer um show em Florianópolis. Assim que ouvi as palavras incríveis da minha mãe: ‘aquela maluca drogada que tu gosta vai fazer um show aqui né? A Rauni, Rauyniwise’, eu sabia que eu estaria na platéia desse show.
Voei para o meu celular e intimei minhas amigas, também fãs, a irem comigo. E eu sei que depois de todos esses parágrafos vocês devem estar pensando que eu fui uma das primeiras pessoas a comprar ingresso no LivePass assim que eles começaram a ser vendidos. Mas não: a pessoa aqui não tinha tempo e estava adquirindo quase outra úlcera com a idéia de que os ingressos poderiam terminar a qualquer momento e eu não tinha uma mísera hora livre para poder ir comprá-los. Enfim, depois de muita agonia e cambalhotas no estômago de aflição, lá estava eu, bela e formosa (não) com a minha meia entrada do quinto lote (estudante pobre, oi) para o Summer Soul Festival.
E obviamente, a adolescente dentro de mim fez contagem regressiva, ouviu a playlist da Amy 15 mil vezes durante o mês de dezembro inteiro e cantou a plenos pulmões todo dia em que chegava em casa empolgada depois do serviço.
Ontem, eu nem acreditava que tinha chegado o grande dia. Acho que só comecei a acreditar mesmo quando entrei no Stage Music Park e vi o palco. E aí foi vindo aquela ansiedade. Sabe quando tu sentes a adrenalina correndo pelas tuas veias e aquela sensação doida de que tu não podes ficar no lugar que está, que tu precisas pular, correr, fazer qualquer coisa que te liberte porque tem tanta empolgação dentro de ti que tu tens que dar um jeito de dar vazão a ela?
Era assim que eu estava me sentindo.
O show do Mayer foi o primeiro e, por mais que eu não conhecesse o trabalho dele, fiquei encantada com o estilo nerd e a voz macia que ele tem. E também ri muito com as exclamações de ‘Quero levar ele em um potinho para a minha casaaa’ de uma menina-de-Cuiabá-que-morava-em-Rondônia-chamada-Luana (Luana, sei que a probabilidade de tu leres isso é de 0%, mas mesmo assim, quero só deixar registrado aqui que gostei de graça de ti e do Mateus. Super companhias de show. Espero esbarrar de novo com vocês aqui em Floripa)
Depois do Mayer a ansiedade ficou ainda maior porque eu tinha um pouco de noção de que o trabalho da Janelle é muito bom. Por sorte tenho uma amiga super in no mundo da música – a Marih, que foi comigo ao show (Obrigada pela companhia, amigaaa) – e que foi atrás das músicas da Janelle e me mostrou vídeos que me deixaram encantada com o que a garota pode fazer com a voz e os pés. O show dela é incrível. A entrada dela é espetacular, assim como a performance e, principalmente, a voz dela. As músicas são ótimas e algumas delas são realmente empolgantes. Cheguei a dançar e, sério, isso é algo que eu geralmente pago para não fazer.
E então chegou o momento tão esperado. Eles começaram a montar os instrumentos da banda da Amy e quando o Zalon falou: Hello Floripa! Introducing: Ladies and Gentlemen, this is AMY WINEHOUSE, eu juro que eu quase desmaiei de emoção. E então ela entrou toda pulante com um vestido cor de rosa e fez aquela introdução à La Amy, jogando o chiclete para a platéia (sim, eu queria ter aquele chiclete).
Ela abriu o show com Just Friends, dançando daquele jeito tímido e único dela, enquanto todos cantavam junto. Depois ela cantou Back to Black e as pessoas cantaram ainda mais alto. Eu sei que ela podia ter começado com outras músicas que teriam animado mais a galera, como Rehab (que está longe de ser uma das minhas favoritas, mas que todo mundo ama e sabe cantar), mas hoje quando parei para pensar eu achei tudo perfeito. Não que não pudesse ter sido melhor - tudo sempre pode ser melhor – mas eu amei do jeito que foi. Fiquei sim, meio inconformada de não ter ouvido Fuck me Pumps e Stronger Than Me, mas é o primeiro show dela depois de dois anos e eu fico muito, mas muito contente de eu ter visto ela cantar tantas outras músicas que eu amo e a tão pouca distância de mim. Confesso que não lembro exatamente o set list porque na empolgação do momento eu só conseguia prestar atenção nela e cantar.
Uma coisa que me encantou foi o jeito meigo dela. Eu já sabia que ela sempre apresentava alguns sinais de timidez no palco e que ela e a banda se dão muito bem, mas acho que o fato de ela estar bebendo água intensificou isso. Não que ela estivesse super tímida, mas deu para notar que ela foi ficando mais à vontade ao longo do show. O jeito de agir dela o tempo todo foi muito bonitinho e isso não sou só eu que estou dizendo. Havia muitas pessoas à minha volta que concordavam. Ouvi inúmeras vezes exclamações de “Como ela está bem!”; “Ela está tão sorridente”; “Que fofa que ela está”.
Ela não conseguia ler o setlist então toda vez ela ia falar com o pessoal da banda e dava de sentir o quanto eles gostavam dela e o quanto eles se davam bem. E ela anda de um jeito todo pulante que é muito engraçadinho. Eu e as meninas perto de mim concordamos que é de um jeito que ‘Dá vontade de abraçá-la.’
“Do you want to know the band?”, ela perguntou com aquele sotaque britânico lindo de morrer, em certo momento do show, e ela dava voltinhas quando apresentava os garotos da banda. A parte dos solos foi incrível.
Foi engraçado ela se atrapalhando enquanto cantava e tentava abrir a água e foi muito legal quando ela mostrou a garrafa de água e nos falou “Only Water!”. E eu fico tão feliz de ver que ela está bem. Eu sei que podem haver recaídas, mas ver tantos sorrisos da Amy e poder ouvir ela dizer ‘Only Water’ significou muito para mim. Li inúmeros textos criticando o fato de ela ter se atrapalhado com algumas letras (ahn... duas?) e dizendo que muitos saíram de lá insatisfeitos, mas ninguém dá crédito ao fato de ela estar tentando passar por cima dos vícios e de que ela estava lá dando o que podia para fazer um bom show depois de dois anos sem fazer turnês. E ela deu muito de si e foi lindo.
Teve gente falando mal até de ela ter sentado no palco. Agora me digam: qual é o grande problema disso? Ela não pode querer se sentar um pouquinho? Penso que as pessoas se esquecem de que ela é um ser humano.
Houve uns “I Love You” soltos pela platéia, ela sorriu e disse “I Love you, too” e para mim isso também foi impagável, assim como todos os outros sorrisos que ela distribuiu ao longo do show. E daí que o show foi curto? E foi mesmo curto? Foram 15 músicas... não sei se chamo isso de curto. É claro que se a gente sabe 40, 50 músicas, vai parecer que 15 foram poucas, mas temos que admitir que é um número bom para um show de Festival.
Teve quem reclamasse que a Amy saiu duas vezes e nos deu dois sustos. E foram dois baita sustos, creiam-me. Só que quem já viu outros shows dela, mesmo que em DVD ou no youtube, sabe que ela faz isso. E tivemos o Zalon e o Heshima cantando para nós, o que foi um show à parte. Sem contar que foi muito legal também quando o Zalon estava cantando ‘Everybody here wants you’ e ela tomou o lugar dele do lado do Heshima e ficou dançando.
Os sustos até foram legais, de certa forma, porque quando ela voltou, todo mundo se empolgou ainda mais. Na volta do primeiro susto ela cantou Rehab e na volta do segundo susto (quando ela saiu com toda a banda e realmente parecia que o show tinha terminado) ela voltou e cantou “You’re wondering Now”, o que aconteceu no tempo perfeito visto que a música diz: You’re wondering now/what to do/now you know/this is the end e só faltava uma música para o show acabar. Foi triste quando ela disse que só podia cantar mais uma música (Valerie). Foi triste porque eu queria ter memorizado mais um pouco dela. Foi triste porque eu poderia ter passado a noite inteira lá ouvindo o que quer que ela decidisse cantar e me manteria deslumbrada pelo resto da noite com o fato de ela ser de verdade, de estar tão perto de mim, de estar tão bem e de eu poder ouvir a voz dela ao vivo.
Para mim, assim como para milhares de pessoas daquelas 12 mil que foram ao Summer Soul Festival de Florianópolis, o show da Amy foi emocionante e inesquecível.
Amy, amo você.
Acabei de pegar a set list em um site:
Just Friends
Back to Black
Tears Dry on their Own
Boulevard of Broken Dreams
Outside Looking In
Lovers Never Say Goodbye
Love is Blind
Love is a Loosing Game
Some Unholy War
Everybody Here Wants You (cantado pelo backing vocal Zalon)
What a Man Going to Do (cantado pelo backing vocal Zalon)
Rehab
Band Intro
I'm no Good
Me and Mr Jones
Back to Black
Tears Dry on their Own
Boulevard of Broken Dreams
Outside Looking In
Lovers Never Say Goodbye
Love is Blind
Love is a Loosing Game
Some Unholy War
Everybody Here Wants You (cantado pelo backing vocal Zalon)
What a Man Going to Do (cantado pelo backing vocal Zalon)
Rehab
Band Intro
I'm no Good
Me and Mr Jones
Bis
You're Wondering Now
Valerie
You're Wondering Now
Valerie
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Ninguém tem idéias piores que as minhas.
"Qual é o parasita mais resistente? Uma bactéria? Um vírus? Não. Uma idéia! Resistente e altamente contagiosa. Uma vez que uma idéia se apodera da mente, é quase impossível erradicá-la. Uma idéia que é totalmente formada e compreendida, permanece.” (A Origem)
Então, foi assim que tudo isso começou. Toda essa confusão na minha cabeça – sim, mais uma de muitas – surgiu a partir de uma ideiazinha escondida em alguma parte do meu cérebro. Essa caraminhola na minha cabeça, como dizem as mães, chegou sutilmente e foi se apoderando dos meus pensamentos até que chegou alguém e disse: “Vai fundo! Tu tens algo a perder? Não, né?”
E foi aí que eu decidi levar a idéia a cabo. E até agora não consegui decidir se isso foi algo inteligente ou não a se fazer. Não consigo nem decidir se foi bom ou ruim. E lá estou eu de novo: em cima do muro, na linha tênue entre uma coisa e outra. E tem sido tudo assim: ou oito ou oitenta; ou isto ou aquilo; uma bifurcação. Qualquer dia desses vou começar a fazer unidunitê na hora de escolher porque o tempo que eu gasto pensando nos prós e contras das minhas opções podia ser muito melhor despendido. Além disso, não é como se eu fosse realmente boa em colocar as coisas na balança. Na verdade, eu sempre tive uma tendência a ir para o lado contrário, por decidir o que eu não devia ter decidido. É aí que se baseiam as minhas esperanças de um final feliz: a partir do unidunitê.
Ok, estou exagerando. É só que parece que eu estou indo pelo que eu conheço, na hora de escolher o que fazer. E parece que repetindo meus atos eu volto para aquela história de que eu sei o rumo que as coisas vão tomar e eu tenho muito, mas muito medo de que, no fim, tudo acabe igual a como já acabou uma vez. Eu já disse aqui uma vez que eu queria que tudo se repetisse e no fundo eu queria, mas acho que eu aprendi que mereço um pouco mais.
O problema é que eu acho que não tenho coragem de ir atrás desse ‘mais’. Não sei nem se eu tenho o empenho. Eu sou tão preguiçosa (sim, eu sei que ficar sentada esperando que as coisas melhorem é inútil, mas é que, creiam-me, já fui atrás do que eu queria inúmeras vezes, totalmente decidida, e acabei quebrando a cara. Estive pensando se dessa vez eu talvez devesse me empenhar em evitar maiores sentimentos – e sofrimentos – esperando que as coisas se ajeitem por si só).
Aí surge outro conflito: o tempo. Estou tentando colocar meus pensamentos em ordem, só que é difícil fazer meu cérebro parar ou diminuir o ritmo mesmo que por uns míseros minutos e quando eu percebo um pensamento se chocou com o outro e deles eclodiu outra idéia e então me perco toda. E não tenho mais me achado nesses encontros de sinapses. E ultimamente existe algo que me desconcentra e desconserta: um tic-tac atormentador que não para de soar em algum lugar e parece se aproximar cada vez mais.
E a cada tic uma pergunta. A cada tac outro questionamento. E as respostas vão vindo desordenadamente e ah! Como eu queria que elas fossem disciplinadas. Eu acabo vendo-as passar em uma corrida frenética e elas parecem só um borrão. Nenhuma me parece nítida ou correta e quando elas terminam o seu desfile eu fico naquele vazio – meu velho conhecido – devastada, enxergando em volta os pontos de interrogação, bem mais calmos do que minhas respostas, bem mais seguros deles mesmos.
E o tic-tac continua ali. E dessa vez ele me mostra que eu tenho que me apressar e que se eu não conseguir agarrar algumas respostas eu vou perder todo o meu tempo ali, sozinha, sem saber o que fazer. E quando os tics já foram muitos e os tacs também se fizeram incontáveis, eu fico com medo de olhar para trás e assistir o que eu fiz enquanto estive ali: nada.
Eu passo tanto tempo mergulhada em mim, ou melhor, mergulhada no que eu acredito que sou e devo ser, que não percebi que, tudo o que fiz até agora não me define. Talvez me defina para os outros, mas não para mim mesma.
E foram tantos tics e tacs que passaram enquanto eu corria atrás de algo, em busca de uma linha de chegada que não sei ao certo onde fica que parece que agora nunca vou encontrar o caminho de volta para que eu possa cumprir todas as promessas que fiz para mim mesma no caminho – promessas de que depois de tudo, eu voltaria para cuidar de mim.
Estou em falta comigo. Eu não tenho tido a mim mesma porque eu, de certa forma, não suporto minha companhia. Eu não consigo me ouvir nem tentar me compreender e aí eu me ocupo. Enquanto parte de mim vê as perguntas e deixa as respostas passarem, a outra parte se ocupa em esquecer que aquela existe; ela se ocupa em fazer tudo que aquela outra cisma em tentar entender. E eu vou correndo, e eu vivo com pressa. O tic-tac para essa parte é bem mais presente porque é ela quem vive aqui fora. É ela quem percebe que existe muito mais ao redor de mim.
Agora tenho tentado lidar com o fato de que a Daniela de fora talvez não esteja fazendo seu trabalho corretamente. Ela não está aproveitando tudo o que é oferecido a ela e então a Daniela de dentro tem berrado todo o tempo com a de fora: POR QUÊ? Mas não é a Daniela de fora a responsável por encontrar as respostas e a Daniela de dentro também não é boa nisso.
A verdade é que as duas têm medo de olhar para trás, e para frente também. Nenhuma delas está preparada para perceber que se deixou tanto de lado no caminho até aqui, assim como nenhuma delas está preparada para o quanto provavelmente vai continuar se deixando de lado daqui para frente e, além disso, elas não sabem até onde precisam chegar – ou onde querem chegar. Elas nem ao menos sabem se querem mesmo continuar agindo da forma que têm agido.
E no meio disso tudo tem aquela procura por não estar sozinha. Uma não gosta da outra. Eu não gosto das duas, eu que sou uma fundida na outra.
E voltamos à idéia que me trouxe até aqui. Porque sempre tem alguém do mundo externo que me confunde. Alguém que gruda na minha confusão e me faz de perdida a encontrada e então faz eu me perder de novo numa falta de algo que eu nem tenho. Porque parece que para provar para mim mesma que sou capaz de me dar um pouco de atenção eu me grudo em coisas que já existiram e que estão ali de novo, acenando, se fazendo presentes, e eu não consigo virar as costas para elas. Eu não consigo simplesmente dizer: olha, eu superei, sou mais eu agora. Porque eu não sou. Eu nem sei quem é esse eu de quem tenho falado desde o primeiro parágrafo.
Então é isso. Quando dei por mim e aquele vazio se fez insuportável e vi que minhas lágrimas não matavam a minha sede no caminho que fiz até aqui, como eu disse uma vez, eu dei vazão àquela idéia. Ela se apoderou de mim e quando percebi, eu já tinha escolhido o mesmo caminho de tempos atrás e dali em diante eu fiquei com medo de tomar a outra direção e tenho seguido aquele velho itinerário mesmo sabendo que não vou chegar a lugar algum.
E é ridículo admitir que eu me contento com a companhia no caminho e que se no fim eu ficar a esmo, valeu a pena o caminho que tomei por ter tido alguém ao meu lado, mesmo que não plenamente. Porque é assim que, assustadoramente, as duas partes de mim têm se mostrado. A externa, que não consegue mais aproveitar tudo o que tem ao seu redor por estar muito ocupada querendo a dita companhia e a interna, que agora só se pergunta se a companhia já se foi.
E sim, eu me sinto patética por saber que tudo em mim clama pela atenção de alguém, e alguém tão conhecido, alguém tão não-indicado.
E eu passo o dia inteiro assim, querendo me enxergar de outra forma, mas isso é tudo o que vejo. E, como sempre, eu estou assustada porque os dias passam correndo e eu estou aqui, sentada, escrevendo esse texto e tentando exprimir em palavras o que eu sinto e o que eu entendo de mim – e o que eu entendo é tão pouco...
E, na minha confusão, eu decido que não sei decidir e nesses paradoxos eu espero aprender a lidar com o tempo soprando nos meus ouvidos e me mostrando que mais um dia que passou é menos um dia que eu tenho para tentar me fazer entrar nos eixos, tentar colocar minha vida nos eixos, tentar encontrar um ponto de ancoragem porque nas minhas idéias eu não me apóio mais.
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